Meu livro “exercícios sem poesia”

Exercícios sem poesia

Meus amados, voltei aqui para compartilhar com vocês o meu primeiro livro publicado digitalmente.

Basta acessar o link a seguir e fazer o download ou apenas visualizar, como queiram.

https://drive.google.com/…/0B3u6nW-u_DgjS1A5aDBvX1Zxb1E/view

Os textos e fotos são meus e o trabalho gráfico é de Werban Freitas. Como podem ver, decidimos disponibilizar este livro de forma gratuita. Pedimos, apenas, para que compartilhem o material, façam-o chegar ao maior número de pessoas que puderem, comentem com os amigos, caso gostem do trabalho.

Estamos muito felizes com o resultado e, quem me conhece a mais tempo, sabe da urgência que a poesia tem em minha vida, mas ainda assim demorou mais de dez anos para que um material como esse pudesse ser feito. Leiam com carinho, pois foi com carinho que ele foi criado. Espero em breve disponibilizar mais material na internet, pois a poesia necessita de vida, vida digital, que seja, mas vida.

Abraços.

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[Resenha] O chamado do cuco de Robert Galbraith

Um bom livro policial cai bem de vez em quando não é? Todo o suspense, as reviravoltas parecem encaixar bem com o gênero romanesco. Poucos, entretanto, conseguem se encaixar como clássicos dentro desse gênero o que torna difícil definir o que é um bom romance policial (aliás, qual a necessidade disso mesmo?)

 

Há bastante tempo tenho “O chamado do cuco” está guardado; comprei-o sabendo que foi escrito pela J. K. Rowling, escritora admirável. Mas nunca estava no humor correto para a história. Então fui deixando para lá. Tentei ler uma vez, mas antes da metade desisti por não sentir empolgação nenhuma. As cenas se arrastavam em um desenrolar aparentemente sem sentido.

 

Semana passada retomei e a sensação foi a mesma. Uma clássica história de detetive, com um personagem principal peculiar e um assistente acidental que se mostra mais útil por não entender nada do universo detetivesco. Quase uma fórmula, não é mesmo? Os clássicos livros de detetive seguem essa mesma estrutura e são ótimos. Por que, então, esse não estava me agradando?

 

O livro se arrasta por mais da metade. Mas eu entendi. Os personagens estavam sendo explorados, mas eles eram tão superficiais e sem graça que não valiam a pena. Talvez fosse uma tentativa de criar empatia do leitor para com os personagens, mas, comigo, não funcionou. Cormoram Strike, o detetive, tem uma história bem verossímil, mas desinteressante para mim. Como Sherlock Holmes, Strike arrasta suas suspeitas e descobertas até o grande e definitivo final, fazendo um livro de quase 500 páginas girar no entorno de quase nada. Nisso, os romances policiais suecos dão um show, com suas várias histórias se desenvolvendo ao mesmo tempo, prendendo o leitor a cada página.

 

Entendi que isso pode ter sido o estilo escolhido por Rowling para seu pseudônimo. O livro vale a pena, se você tem paciência. Como ela fez com “Morte súbita”, um dos melhores personagens é justamente aquele que morreu, ao redor de quem a história gira.

 

Nada de impressionante no livro, mas diverte e, no fim, talvez seja o que basta, não é? Porém, não fiquei empolgado em ler os outros dois livros da trilogia do detetive Strike. Por aqui já está tudo muito bom.

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exercício sem poesia

velhas coisas diferentes

abdicando da ordem lógica de tudo

eu me pergunto demais se o tempo existe

quando ele não importa

e no fim das contas, quem somos nós?

bombas-relógio sem timer

ou suicídios assistidos?

e que plateia doentia é o mundo

observando em silêncio o fechar das cortinas

hoje é sexta, mas podia não ser

a casa é o inferno de todos os dias

lambendo nas chamas

os sonhos mais lúcidos

e eu, no sofá sujo.